A farsa do R$ 1,99!

O que parece barato pode sair caro! A “cilada” do 1,99 é comum aqui no Brasil, basta sair pelas ruas das cidades, que mais cedo ou mais tarde acabará se deparando com algo do tipo, e que dificilmente conseguirá “passar batido” porque atrai e parece ser mais barato do que realmente é.
Tudo a 199 Voc entra porque barato no chega a 200 ou torce o narizpois sabe que cilada
O fato é que, desse tipo de costume, não muito “honesto”, o Brasil está cheio, todavia é uma prática que deveria ser proibida pois não passa de um “chamariz” que induz o cliente a erro uma vez que ele (o dono, proprietário ou responsável pelo estabelecimento comercial) não tinha nenhuma intenção de devolver o troco ( desde 2004 que as moedas de 1 centavo deixaram de ser fabricadas segundo Banco Central ), sendo assim, nota-se que a “má intenção” é pré fabricada.
Em países como Portugal e Espanha, que conheço bem, qualquer valor em troco lhe é devolvido; nunca, durante os meus tempos de Europa, tive o troco reduzido à “confeito adocicado” no lugar do dinheiro.
Com práticas assim, no final do dia o estabelecimento comercial já terá levado uma bela quantia enquanto que o consumidor só arcará com o prejuízo pessoal.
A resposta é sempre a mesma: “não temos troco”! Pois então minha dúvida é: sendo assim porque não colocam os preços das mercadorias com o valor “arredondado” (para mais ou para menos)? Assim não teríamos que suportar respostas óbvias e parvas.
A resposta a indagação, feita por mim, no parágrafo anterior é a seguinte: marcar e/ou remarcar preços de mercadorias sem os 0,96, 0,97, 0,98 ou 0,99 de costume não atrai, o que atrai a clientela é “saber” da possibilidade de pagar menos – e com esses valores geralmente é o comércio que logra êxito e a publicidade segue sendo um tanto quanto“duvidosa”.
Mesmo quando o cliente não pensa muito no assunto (ficar sem o troco) ele é lesado pois, o que o leva a comprar são preços “irreais” apresentados pelo comerciante.

O que fazer se o preço é 1,99 mas você paga 2,00?

O Procon recomenda que os preços sejam arredondados para baixo ( por Carina Furlanetto – site Serranossa )
Pesquisa recente da Fundação Instituto de Administração (FIA) mostra que 70% das pessoas associam o preço quebrado a uma promoção. Mas você lembra quando foi a última vez que recebeu moedas de um centavo de troco ao fazer suas compras? Se por um lado um produto que custa R$ 2,99 atrai mais o consumidor do que outro de R$ 3, por exemplo, de que adianta optar pelo mais barato se muitas vezes o troco não vem?
Por ser um valor quase insignificante, muitos consumidores sequer reclamam. “Se o estabelecimento não tiver moedas suficientes deve providenciar ou arredondar o troco para menos”, alerta o coordenador do Procon de Bento Gonçalves, Magnus Oliveira Corrêa.
Assim, o consumidor não é prejudicado. Corrêa comenta ainda que o troco deve ser dado preferencialmente em dinheiro. “Qualquer outra forma de retorno, como vales ou balas, só pode acontecer se houver consentimento do consumidor”, complementa.

Estabelecimentos buscam alternativas

Para evitar transtornos com a falta de moedas de pequeno valor, alguns estabelecimentos buscam alternativas. As lojas com produtos de R$ 1,99, que se tornaram populares no final da década de 90, hoje existem apenas no nome. “Ao longo dos anos fomos diversificando os produtos, vendendo também artigos de maior valor. Em vez de cobrar R$ 1,99, já colocamos com preço de etiqueta R$ 2”, comenta o proprietário de um estabelecimento instalado há mais de 15 anos em Bento Gonçalves.
Nos supermercados, a realidade é diferente. Nesse tipo de comércio, os centavos fazem a diferença na hora de atrair o consumidor. Entretanto, é possível buscar alternativas. É o caso da Cia Apolo, que implementou o “troco solidário”, em abril de 2010. No momento da compra, o consumidor pode optar por doar os centavos do troco para entidades assistenciais. “Já entregamos, ao todo, R$ 47.541,23”, lembra o diretor Antônio Longo.
Segundo ele, a falta de moedas de pequeno valor sempre foi preocupação, tanto do mercado como dos clientes. “Muitas pessoas não gostam de andar com moeda nos bolsos, o que agrava a falta de troco. Sem contar que muitas dessas moedas estão guardadas em cofrinhos”, observa.
A iniciativa acontece em Bento Gonçalves e também em Garibaldi. Em Bento, já foram beneficiados: Liga Feminina de Combate ao Câncer, Lar do Ancião, Vida Livre, Associação dos Deficientes Visuais de Bento Gonçalves (ADVBG), Associação de Deficientes Físicos (Adef) e Associação dos Surdos. Em Garibaldi, foram contemplados: Corpo de Bombeiros Voluntários, Conselho Municipal Pró-segurança Comunitária (Consepro), Liga Feminina de Combate ao Câncer e Apae.

Curiosidades

*A produção de uma moeda de um centavo custa nove centavos. A culpa não é da matéria prima e sim das etapas de fabricação;
*A Casa da Moeda parou de fabricar as moedas de um centavo em 2004;
*Há em circulação no Brasil cerca de 3,1 bilhões de moedas de um centavo.

Em outra matéria, esta de abril de 2015, constatamos o problema de sempre: a falta de troco

Na hora da comprar algum produto com dinheiro, a estudante Caroline Cerqueira não abre mão do troco. Ela pede, mas quando o valor é muito baixo, às vezes fica sem.“Peço, mas ninguém tem um centavo para dar. Mas eu sempre peço, principalmente em banco, porque eles deveriam ter”, opina.
O vigilante André Henrique já se acostumou a ficar sem troco e, muitas vezes, nem pede. “O centavo não existe mais, né? Não tem mais a moeda“, comenta.
Mesmo pouco vistas, as moedas de um centavo existem, sim. Elas deixaram de ser produzidas em 2005. Mas de acordo com Banco Central, cerca de três bilhões dessas moedinhas continuam em circulação.
Exigir o troco é direito do cliente e fornecer é obrigação do vendedor. De acordo com a Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), se o comerciante não tiver o troco para devolver, o valor da compra deve ser arredondada para baixo.
É o que explica a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci. “Vemos muito preços quebrados que são na verdade um apelo de marketing. Mas é responsabilidade do comerciante providenciar dinheiro em quantias pequenas para suprir essa necessidade”, explica.
Oferecer balas como troco é proibido e pode até ser considerado venda casada, que é uma prática ilegal, como explica a coordenadora da Proteste, Maria Inês Dolci.
Ao ter o troco negado, o comprador pode anotar o nome da loja, a data e explicar que o vendedor não devolveu o dinheiro. Depois, o cliente deve procurar um órgão de Defesa do Consumidor.
Autoria: Elane F. De Souza OAB-CE 27.340-B
Fontes: Vide links no próprio texto
Foto/Créditos: coinsbrasil. Com
Obs.:Esse mesmo texto foi publicado há 10 meses no site JusBrasil por Elane Souza, hoje reestruturado aqui (esta que vos fala – digo, vos escreve, aqui, via Blog)
Elane Souza Advocacia & Consultoria Jurídica

Advogada em Recife-PE e Caucaia-CE, pós graduada em Direito de Família além disso, uma eterna estudante do Direito e concurseira. Atuante nas áreas de Direito de Família , Administrativo e Penal. Adm. do Blog e site:Cotidiano e o Direito

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